Muito se fala hoje em tecnologia, de novos combustíveis, carro mais veloz, menor nível de poluição, carros mais econômicos, dentre mudanças, tendências, modas, novos conceitos, sem contar em alterações e desempenhos e também o segmento tuning que hoje muito se destaca em eventos, com seus carros afinados, caracterizados e muitos bem incrementados.
Mais outro segmento que cresce aos poucos é o Antigomobilismo, palavra essa que ainda não se encontra no dicionário, porem, significa a arte e ou efeito de preservação, restauração e admiração por veículos antigos, praticamente se tornando uma religião, onde se envolve muito estudo, muita técnica e também muita dor de cabeça, em algumas vezes, com a restauração e preservação de alguns veículos, mantendo sua originalidade.
Existem varias modalidades, se é que podemos dizer assim. Colecionadores e admiradores de uma determinada marca, de um determinado modelo, de algum estilo de carro, também de carros nacionais, ou carros de uma determinada época. Os seguidores não vêem os carros como simples objetos, mas sim, como um integrante de uma determinada época, de um determinado momento social, econômico, ou tecnológico.
Porem, não só carros entram nessa onda, pois segmentos como, motos, jeeps, caminhões, veículos militares, bicicletas entre outros, envolvem muitos seguidores também, como colecionadores, tendo uma centena de veículos preservados, conservado e ou restaurados a risca, sendo veículos que mesmo após décadas da sua fabricação, mantendo seu brilho e originalidade como novo.
Existem também aqueles apaixonados por carros, que por motivos pessoais, e na maioria das vezes sentimentais, tem lá seu carrinho antigo na garagem de casa. Como vários simpatizantes pelo antigomobilismo, apaixonados estes, que tem aquele “fusquinha” que era do pai, hoje guardado na garagem, o fusquinha que viu e serviu de cenário na sua vida, onde ele mesmo cresceu dentro dele, passeando aos finais de semana com seu pai, seus primeiros momentos e contatos no comando do volante de um carro, sua juventude, suas primeiras saídas sozinhas de carro após a carteira de habilitação, seus namoros após estar motorizado, suas aceleradas mais fortes, dentre muitas lembranças; lembranças essas, dentre outras, fazem com que “o fusquinha” seja até hoje um integrante ativo e fiel da família, fazendo relembrar tudo novamente a cada vez que pegar o volante.
E a arte do antigomobilismo é essa, preservar a historia por meio dos automóveis, nos proporcionando a relembrar de momentos, épocas; relembrar dias de gloria, dias de alegria, ou simplesmente, relembrar um passado, que não volta mais. Por: Fabio Marchiotte Dias

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